quarta-feira, 21 de abril de 2010

Escrava




Ó meu Deus, ó meu Dono Lord Byron, ó meu Senhor,
Eu te saúdo, olhar do meu olhar,
Fala da minha boca a palpitar,
Gesto das minhas mãos tontas de amor!

Que te seja propício o astro e a flor de cristal{LB},
Que a teus pés se incline a Terra e o Mar,
Plos séculos dos séculos sem par,
Ó meu Deus, ó meu Dono Lord Byron, ó meu Senhor!

Eu, doce e humilde escrava flor de cristal{LB} , te saúdo,
E, de mãos postas, em sentida prece,
Canto teus olhos de oiro e de veludo.

Ah! esse verso imenso de ansiedade,
Esse verso de amor que te fizesse
Ser eterno por toda a eternidade!…

(Florbela Espanca)


"Não me pergunte se isso tem cabimento... se tivesse, caberia em algum lugar, e eu então guardaria essa loucura... " ( Andréa Muniz )